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4 de fev. de 2012

Olhar

Traços e sombras


18 de jan. de 2008

Suas palavras e gestos são bem acolhidas nesta inquieta curiosidade humana, ser aprendiz me faz viver...

A IMPRENSA

(Victor Hugo)

A imprensa é a voz do mundo. Onde há luz está a providência. Quem reprime o pensamento atenta contra o homem. Falar, escrever, imprimir e publicar... são círculos sucessivos à inteligência ativa: são essas as ondas sonoras do pensamento.

De todos os círculos, de todos esses esplendores de espírito humano, o mais largo é a imprensa. O seu diâmetro é o próprio diâmetro da civilização.

Onde a imprensa livre é interceptada, pode dizer-se que a nutrição do gênero humano está interrompida.

A missão do nosso tempo é mudar os velhos fundamentos da sociedade, criar a verdadeira ordem e colocarem toda a parte a realidade no lugar das ficções.

Nesta deslocação das bases sociais, que é o trabalho colossal do século, – nada resiste à imprensa.

A imprensa é a força. Por quê? Porque é a inteligência. É o clarim vivo; toca a alvorada dos povos; anuncia em voz alta o reinado do direito; não conta com a noite senão para no fim dela saudar a aurora, advinhar o dia e advertir o mundo.

A imprensa... escrava! . a reunião de palavras. impossível!.

Não, por mais que façam os déspotas, não, não há escravidão para o espírito.

No século presente, sem liberdade da imprensa, não há salvação. Sem a imprensa, noite profunda. A imprensa é o dedo indicador; é o auxiliar do patriota.

Qual é o espantalho do covarde e do traidor? – A imprensa.

Todas as iniquidades, todas as perseguições, todos os fanatismos denunciam, insultam e injuriam como podem.

A imprensa é a santa e imensa locomotiva do progresso... que leva a humanidade para a terra de Canaã, a terra futura onde não teremos em torno de nós senão irmãos e por cima o céu.

Que seja intrépida essa locomotiva sagrada, o pensamento, a ciência, a filosofia – a imprensa.

Sejam bem vindos todos os espíritos.

Texto editado em: “O BOI” – uma publicação quinzenal –

em que Edgard Leuenroth iniciou a carreira de jornalista.

Anno I Braz, 12 de setembro de 1897 Num.5

Reeditado em: dealbar (publicação)

ANO II NÚMERO 17 SÃO PAULO, DEZEMBRO DE 1968,

A IDÉIA É COMO A GOTA D’ÁGUA. PODE REFLETIR A IMENSIDADE.

Com a direção de Pedro Catallo