Olhar
Traços e sombras
espaço aberto a poemas, leituras, filosofia, artes e outras caminhadas pela natureza...
Suas palavras e gestos são bem acolhidas nesta inquieta curiosidade humana, ser aprendiz me faz viver...
A IMPRENSA
(Victor Hugo)
A imprensa é a voz do mundo. Onde há luz está a providência. Quem reprime o pensamento atenta contra o homem. Falar, escrever, imprimir e publicar... são círculos sucessivos à inteligência ativa: são essas as ondas sonoras do pensamento.
De todos os círculos, de todos esses esplendores de espírito humano, o mais largo é a imprensa. O seu diâmetro é o próprio diâmetro da civilização.
Onde a imprensa livre é interceptada, pode dizer-se que a nutrição do gênero humano está interrompida.
A missão do nosso tempo é mudar os velhos fundamentos da sociedade, criar a verdadeira ordem e colocarem toda a parte a realidade no lugar das ficções.
Nesta deslocação das bases sociais, que é o trabalho colossal do século, – nada resiste à imprensa.
A imprensa é a força. Por quê? Porque é a inteligência. É o clarim vivo; toca a alvorada dos povos; anuncia em voz alta o reinado do direito; não conta com a noite senão para no fim dela saudar a aurora, advinhar o dia e advertir o mundo.
A imprensa... escrava! . a reunião de palavras. impossível!.
Não, por mais que façam os déspotas, não, não há escravidão para o espírito.
No século presente, sem liberdade da imprensa, não há salvação. Sem a imprensa, noite profunda. A imprensa é o dedo indicador; é o auxiliar do patriota.
Qual é o espantalho do covarde e do traidor? – A imprensa.
Todas as iniquidades, todas as perseguições, todos os fanatismos denunciam, insultam e injuriam como podem.
A imprensa é a santa e imensa locomotiva do progresso... que leva a humanidade para a terra de Canaã, a terra futura onde não teremos em torno de nós senão irmãos e por cima o céu.
Que seja intrépida essa locomotiva sagrada, o pensamento, a ciência, a filosofia – a imprensa.
Sejam bem vindos todos os espíritos.
ANO II NÚMERO 17 SÃO PAULO, DEZEMBRO DE 1968,
A IDÉIA É COMO A GOTA D’ÁGUA. PODE REFLETIR A IMENSIDADE.
Com a direção de Pedro Catallo